PLANO DE TREINO
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Já imaginaste como seria bom comer sem culpa, sem aquela paranóia de contar calorias ou seguir regras chatas? Pois é, a alimentação intuitiva veio para mudar este cenário! Ela surge como uma alternativa superlibertadora às dietas tradicionais, incentivando-te a ter uma relação mais saudável e equilibrada com os alimentos, sem a necessidade de ficar grudado nas tabelas nutricionais ou seguir planos alimentares altamente restritivos.
O truque é simples: aprender a confiar nos teus próprios instintos. É sobre ter liberdade de escolher o que comer e, claro, permitir-se deixar de lado a pressão estética para perder peso rápido.
Se te sentes preso num ciclo de dietas que nunca dão certo, este é o momento de mudar de perspetiva! Vamos falar sobre como podes começar a escutar o teu corpo, comer sem medo e transformar a tua relação com a alimentação.
É, basicamente, reaprender a comer. Ao longo dos anos, fomos (e ainda somos) bombardeados com regras sobre o que é certo ou errado à mesa, mas, na verdade, o nosso corpo já sabe o que precisa para se manter ativo, bem e saudável. O segredo é parar e escutar o teu corpo, respeitando os sinais naturais de fome e saciedade. Areeducação alimentar pode ser uma grande aliada neste processo!
Diferente das dietas tradicionais, que mudam a cada hora e dizem o que podes ou não comer, a alimentação intuitiva ajuda-te a desenvolver hábitos alimentares saudáveis, sem culpa ou obsessão.
Os princípios principais são:
• Comer quando tens fome e parar quando estás satisfeito;
• Diferenciar a fome física da fome emocional;
• Abandonar a culpa alimentar e aproveitar cada refeição sem stress;
• Comer com prazer e consciência, saboreando os sabores e as sensações e evitando excessos;
• Libertar-te da mentalidade de dieta e aprender a confiar no teu corpo.
Em vez de seguir regras externas que podem ser cansativas e frustrantes, e, por muitas vezes, não têm nenhum sentido a longo prazo, esta abordagem incentiva-te a fazer escolhas baseadas no que realmente te faz bem de maneira individual. Isso sim é alimentação consciente!
Seguir uma alimentação intuitiva pode trazer mudanças incríveis para a tua vida, listamos os principais pontos positivos:
Liberdade alimentar: comer sem medo e sem precisar de “compensar” depois.
Menos ansiedade e obsessão com a comida: adeus ao medo de “sair da dieta”!
Autoestima lá em cima: aprender a respeitar e aceitar o teu corpo tal como ele é, criando hábitos alimentares baseados em autocompaixão e autocuidado.
Melhor digestão: quando comes sem stress e sem exageros, o corpo funciona melhor.
Equilíbrio natural do peso: controle corporal de forma equilibrada e sustentável, sem extremos e nem efeito sanfona;
Maior prazer ao comer: cada refeição torna-se uma experiência para desfrutar ao máximo.
A verdade é que, quando nos libertamos das dietas restritivas, começamos a fazer escolhas melhores naturalmente. O teu corpo sempre encontra o seu próprio ritmo, sem a necessidade de planos alimentares mirabolantes que causam sofrimento!
Se passaste a vida a seguir dietas, pode parecer estranho simplesmente confiar no teu próprio organismo. Mas calma, isto é um processo gradual! Aqui vão algumas dicas para começares:
1. Escuta o teu corpo: aprende a reconhecer os sinais reais de fome e saciedade - eles são muitos!
2. Faz as pazes com a comida: nenhum alimento deve ser proibido — tudo pode fazer parte de uma alimentação equilibrada.
3. Diz adeus à culpa alimentar: cada refeição é uma oportunidade para nutrir o corpo e a alma.
4. Dá atenção ao que estás a comer: nada de devorar a comida enquanto vês TV ou ficar ao telemóvel — aposta na técnica domindfullness e aproveita mais ainda cada mordida!
5. Bebe água regularmente: às vezes, confundimos sede com fome, o que é completamente normal.
6. Esquece regras rígidas: se sentires vontade de comer algo considerado “ruim”, come sem culpa e segue em frente. Está tudo bem!
7. Planeia as refeições sem stress: não precisas de um cardápio fixo, mas ter ideias do que vais comer pode ajudar a manter a rotina com menor preocupação.
8. Sabe diferenciar a fome física da fome emocional: muitas vezes, comemos não porque o corpo realmente precisa de comida, mas porque estamos ansiosos, entediados ou a tentar lidar com as emoções. O primeiro passo é parar e perguntar: “Estou mesmo com fome ou estou a tentar preencher um vazio emocional?”
Mas, acima de tudo, o importante é ir com calma e dar espaço para a mudança acontecer de forma natural. Vale lembrar que cada processo é único e deve ser respeitado com paciência!
Fome física x Fome emocional: a diferença existe!
Fome física: Aparece de forma gradual, pode ser satisfeita com vários tipos de alimentos e desaparece depois de comeres o suficiente.
Fome emocional: Surge do nada, traz desejos específicos por alimentos (geralmente doces ou fast food), e não desaparece, mesmo depois de comer.
A alimentação intuitiva não beneficia apenas o corpo, mas também a mente. Nossa relação com a comida influencia diretamente a saúde mental, e práticas restritivas podem gerar sentimentos de culpa, tristeza e até transtornos alimentares. É por isto que comer sem culpa e com prazer pode reduzir a ansiedade e melhorar a nossa autoestima. Hora de deixar a “perfeição alimentar” para trás!
Além disso, ao associar a alimentação consciente a uma rotina de exercícios prazerosos, criamos um ciclo positivo de bem-estar. A prática de atividade física estimula a produção de endorfinas, que reduzem o stress e melhoram o humor. Assim, ao conectarmos a alimentação intuitiva com o movimento, promovemos um estilo de vida “quase” perfeito!
Geralmente, o exercício físico é visto como uma “compensação” por excessos alimentares, mas essa mentalidade pode ser prejudicial. A prática de esportes deve estar associada com o bem-estar e o prazer de comer, sem culpa ou obrigação.
O movimento é essencial para a nossa saúde e deve ser feito com gosto, e estas são algumas formas de integrar os desportos com uma alimentação mais consciente:
Escolher exercícios que realmente gostes: dança, musculação, yoga, corrida, natação… o que te fizer sentir bem!
Movimentar o corpo sem a intenção de queimar calorias: a ideia é fortalecer e energizar, e não punir o corpo.
Respeitar os sinais do corpo: alguns dias vais sentir mais energia para treinar intensamente, noutros, o teu corpo vai pedir algo mais leve — e está tudo bem!
Alinhar a alimentação intuitiva ao exercício: comer de forma equilibrada para sustentar a energia necessária às tuas atividades diárias.
Aqui vai uma dica: começa aos poucos! Adotar a alimentação intuitiva não significa largar tudo de uma vez, mas sim ir integrando aos poucos o hábito de escutar o corpo e escolher os alimentos com mais liberdade.
Aqui estão algumas formas simples de aplicar nos teus dias:
• Pequeno-almoço: não tens de comer tudo o que é “saudável” no café da manhã só porque é manhã. Come o que o corpo pedir e te apetecer.
• Almoço e jantar: presta atenção ao que o corpo te diz durante a refeição. Come até te sentires satisfeito, não cheio.
• Snacks: se sentires fome entre refeições, escolhe algo que realmente te satisfaça — sem culpa!
• Eventos sociais: não fiques obcecado com o que deves ou não comer. Vai para a festa, come o que te apetecer e aproveita o momento com tranquilidade.
Existem vários mitos sobre a alimentação intuitiva, e é importante desmistificar alguns deles para que possas aproveitar seus benefícios por completo:
“Alimentação intuitiva é só comer o que te apetece, sem pensar nas consequências”. Este é um mito comum! Alimentação intuitiva é mais sobre escutar os sinais do teu corpo e fazer escolhas equilibradas, não sobre comer sem parar qualquer coisa que apareça.
“A alimentação intuitiva vai-te fazer ganhar peso”. Muitas pessoas acreditam que, sem restrições, vão engordar. No entanto, a alimentação intuitiva pode ajudar a alcançar um peso mais saudável, ao restabelecer uma relação mais equilibrada com a comida. O que comeres, e quanto, vai depender de como o teu corpo se sente em cada momento.
“É necessário um plano de alimentação rígido”. O grande diferencial da alimentação intuitiva é que não há planos rígidos. Não há uma quantidade de calorias a seguir nem alimentos proibidos — tudo depende de escutar o teu corpo.
“Quem pratica a alimentação intuitiva não se preocupa com a saúde”. Pelo contrário, a prática da alimentação intuitiva ajuda-te a ter uma relação mais saudável com a comida e a perceber o que o teu corpo realmente precisa, sem obsessões.
A alimentação intuitiva é um convite para confiares mais no teu corpo e largares de vez as dietas restritivas. Ao adotares esta abordagem, ganhas liberdade alimentar, equilíbrio e uma relação muito mais saudável com a comida. Além disso, ao combiná-la com uma rotina de atividades físicas prazerosas, estás a cuidar da tua saúde de forma completa. Do ginásio às aulas de grupo, no Fitness UP há uma modalidade que é a tua cara!
Que tal começares hoje mesmo? Dá um passo de cada vez, experimenta, observa e descobre como o teu corpo responde. E lembra-te: comer deve ser um prazer, não uma fonte de stress!
Atenção para condições específicas de saúde: a alimentação intuitiva é incrível, mas pode não ser ideal para todos. Se tens alguma condição como diabetes ou um distúrbio alimentar, é sempre bom falar com um médico ou nutricionista para adaptar a abordagem às tuas necessidades. O importante é cuidar do teu bem-estar!
Artigo escrito por Maria Luísa Franco - Nutricionista do Fitness UP, formada pela Faculdade de Ciências da Nutrição e da Alimentação da Universidade do Porto, especialista em Nutrição Desportiva e com mais de 10 anos de experiência na área.